20/
Jun
5 lições dos escândalos políticos ao empreendedorismo

O cenário político brasileiro está em cheque como nunca antes na história política brasileira. Casos de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa dois permeiam os noticiários e muitas vezes podem nos tirar as esperanças de melhora de nossa sociedade. Mas podemos tirar um bom proveito para modificar os nossos hábitos e aprender valiosas lições: todos os casos de corrupção incluem o fisiologismo da política brasileira, mas incluem também o lobby, o tráfico de influência e a corrupção do grande empresariado nacional.

 

No entanto, precisamos trazer para a consciência a percepção de que não podemos mudar a todos, mas que também fazemos parte desta engrenagem e que os nossos hábitos podem influenciar o ambiente ao nosso redor. Esta é a primeira lição. A partir daí, podemos nos fazer esta pergunta: Como as empresas devem se preparar para evitar que os seus colaboradores participem destes casos escusos?

 

2) Valores, valores, valores - A cultura organizacional de uma empresa deve sempre destacar os seus valores. Definir bem estes valores que irão reger as ações da empresa poderá ser uma importante ferramenta de evolução no mindset da equipe. Trazer à tona estes valores em cada tomada de decisão capilariza e evidencia a sua importância, até que estes valores façam parte dos colaboradores. Não é uma tarefa fácil: muitas pessoas podem se conectar às ideias da empresa, mas outras podem ser repelidas; é um processo árduo de amadurecimento que fará com que cada vez mais pessoas interessadas em compartilhar estes valores sejam atraídas para a organização.

 

3) Missão: não, não estamos numa aula de MKT. A ideia aqui é dar um passo além para as novas práticas mundiais: conectar a missão da empresa com uma essência de entrega social, além da abordagem óbvia que visa o lucro. Para as organizações do Vale do Silício, as novas StartUps e, principalmente, as empresas do Quarto Setor, veem com extrema importância a experiência de transformar as pessoas ao seu redor: cliente, colaboradores e parceiros, deixando o lucro como uma mera consequência desta essência.

 

4) Comunicação: mostrar, desenhar, falar, compartilhar, curtir, dar like! Valores e missão bem alinhados podem transformar as noções de mercado, mas dificilmente se perpetuarão no DNA de sua organização se eles não forem expressamente comunicados, de maneiras interativas e inteligentes, interna e externamente.

 

5) Enfim uma ação prática e concreta: a telefonia. Os grampos telefônicos são ações clandestinas até que se haja mandado jurídico. Porém, você sabia que as ligações podem ser gravadas e utilizadas no dia a dia da empresa? Sim, e elas devem ser um ativo da empresa. Para que os seus colaboradores amadureçam nas práticas, e que haja um controle e um entendimento das políticas de compliance, a empresa pode e deve usar as gravações de chamadas, juntamente com políticas de sigilo por nível hierárquico. Na esfera gerencial, é possível entender todo o escopo de argumentação dos colaboradores, como eles vendem as suas ideias, como praticam a comunicação interpessoal, e como alinhá-los com as propostas acima. Mas para o foco estar no desenvolvimento humano, e não passar a percepção de política de vigilância, é importante também o colaborador ter acesso as suas próprias gravações. Dessa forma, fica claro que o objetivo é a criação e manutenção do desenvolvimento pessoal e da maturidade organização.

 

Enfim, a corrupção que ocupa tanto espaço nos noticiários tem realmente muito o que ensinar a qualquer empreendedor que visa o lucro responsável e, mais ainda, o bem-estar da sociedade.

 

Fonte: administradores.com.br