17/
Apr
Contraceptivo masculino é seguro e barato, mas não tem quem venda


O contraceptivo masculino é a mais nova expectativa médica no mercado. A ideia está prestes a ser lançada, e sua descoberta tem uma história um tanto incomum. Surgido em um startup universitária no coração da Índia rural, o produto, embora seguro, não tem tido muito sucesso junto das empresas farmacêuticas. 

O procedimento foi desenvolvido para inibir a fertilidade masculina. Assim, conta com um polímero em gel para ser injetado nos canais dos espermatozóides no escroto. O gel age como uma barreira, tornando os espermatozóides estéreis. Este tratamento, no entanto, é reversível com uma injeção que destrói o gel, permitindo o espermatozóide agir normalmente.

O procedimento tem a eficácia de 98% na prevenção da gravidez e poderá custar cerca de dez dólares nos países pobres. Seu crescimento é estimado em 17% até 2021 no mercado indiano. 

Segundo seu inventor, o método será crucial em populações que não são favoráveis ao uso de preservativos, tendo potencial para conquistar até metade do mercado mundial dos contraceptivos femininos, que representa 10 mil milhões de dólares. A expectativa dos idealizadores é que o procedimento também possa aliviar milhões de mulheres nos países em desenvolvimento que, segundo a Organização Mundial da Saúde, não obtêm respostas para as suas necessidades contraceptivas. 

 


Até o momento, apenas uma empresa sem fins lucrativos nos Estados Unidos resolveu desenvolver a tecnologia no estrangeiro.